Planejamento tributário
A maior parte das empresas paga imposto a mais não por má-fé do fisco, mas por inércia: mantém o mesmo regime, a mesma estrutura e a mesma classificação fiscal há anos, enquanto a operação mudou por completo.
O que analisamos
Planejamento tributário sério não começa com uma resposta pronta. Começa com o levantamento de como a sua empresa realmente opera, e é comum que a primeira descoberta seja algo que ninguém tinha olhado nos últimos cinco anos.
- Regime de apuração: simulação comparada entre Lucro Real, Lucro Presumido e, quando cabível, Simples Nacional, com os números reais da empresa
- Estrutura societária: se faz sentido segregar atividades, criar holding patrimonial ou reorganizar os CNPJs do grupo
- Classificação fiscal: NCM, CFOP e enquadramento de produtos e serviços, onde erro antigo vira passivo silencioso
- Créditos: o que está sendo aproveitado, o que poderia estar e o que está sendo tomado indevidamente
- Benefícios fiscais: regimes especiais estaduais, incentivos setoriais e programas aplicáveis à atividade
- Forma de remuneração dos sócios: pró-labore, distribuição de lucros e o equilíbrio previdenciário
Como conduzimos
- Diagnóstico. Levantamento de documentos, apurações dos últimos exercícios e entendimento da operação com quem toca o dia a dia.
- Modelagem. Construção dos cenários com projeção de 12 meses, comparando carga efetiva, risco e esforço operacional de cada caminho.
- Recomendação. Apresentação com número, fundamento legal e o que muda na rotina, inclusive quando a recomendação é manter tudo como está.
- Implantação. Execução das mudanças, ajustes de sistema e acompanhamento dos primeiros fechamentos para confirmar que o resultado projetado está acontecendo.
Nem todo planejamento termina em mudança. Em parte dos casos a conclusão é que a estrutura atual já é a mais eficiente, e o valor do trabalho passa a ser a segurança de saber disso com fundamento, em vez de suspeitar.
Erros que mais encontramos
- Empresa no presumido com margem real bem abaixo da margem presumida, pagando imposto sobre lucro que não existiu.
- Indústria no Lucro Real sem aproveitar crédito de insumo, energia e frete aos quais teria direito.
- Grupo com vários CNPJs operando sem coordenação, gerando acúmulo de crédito em um e débito em outro.
- Prestador de serviço recolhendo ISS no município errado por interpretação equivocada do local do serviço.
- Classificação fiscal herdada do fornecedor, nunca revisada, com alíquota acima da correta.
Perguntas frequentes
Planejamento tributário: o que empresários costumam perguntar
O que é planejamento tributário, na prática?
É o estudo da operação, da estrutura societária e do regime de apuração da empresa para identificar, dentro da lei, o caminho de menor carga tributária. Envolve simulação de cenários com números reais da empresa, não com estimativa de mercado, e comparação entre alternativas de regime, estrutura e forma de contratação.
Não se confunde com sonegação nem com estruturas artificiais: o planejamento se sustenta em propósito negocial e em substância econômica.
Quando vale a pena fazer um planejamento tributário?
Alguns momentos são clássicos: virada de exercício (a escolha de regime vale para o ano inteiro), crescimento acelerado de faturamento, abertura de filial em outro estado, entrada de sócio, mudança no mix de produtos ou serviços, e qualquer alteração relevante na estrutura de custos.
Também vale quando a carga tributária efetiva sobe sem que o faturamento tenha subido na mesma proporção, é um sinal de que algo na apuração está deixando dinheiro na mesa.
Lucro Real é sempre mais caro que Lucro Presumido?
Não. Essa é uma das confusões mais caras do mercado. O Lucro Presumido cobra sobre uma margem presumida por lei, independentemente do lucro que a empresa teve. O Lucro Real cobra sobre o lucro efetivo e permite aproveitar créditos de PIS e COFINS.
Empresa com margem apertada, custo alto de insumos ou prejuízo fiscal acumulado costuma pagar menos no Lucro Real. Empresa de serviço com margem alta e pouco insumo costuma pagar menos no presumido. A resposta só existe com os números na mesa.
Quanto tempo leva um planejamento tributário?
Um estudo completo leva em média de 30 a 60 dias, dependendo do porte da empresa, da quantidade de CNPJs e da qualidade da informação disponível. A primeira leitura de viabilidade, se há ou não oportunidade relevante, costuma sair em duas semanas.
Planejamento tributário é legal?
Sim. É a chamada elisão fiscal, que é a organização lícita dos negócios para pagar menos imposto, prevista e aceita pelo ordenamento. O que é ilegal é a evasão: omitir receita, simular operação ou criar estrutura sem propósito negocial apenas para reduzir tributo. A diferença entre uma coisa e outra é técnica e nós a tratamos com seriedade.
Próximo passo
Quer saber se a sua empresa está no regime certo?
A primeira conversa é de diagnóstico: entendemos a operação e dizemos se há oportunidade relevante antes de qualquer proposta.